Quando em Abril, última vez que fiz o Caminho de Santiago a pé, em conversa com o meu amigo Flávio, companheiro destas travessias, comentamos em fazer esta travessia em autonomia e com o menor dos custos possível e no máximos em 3 dias. Logo nos ocorreu em fazer este percurso e isto porque, quando fizemos a Travessia Norte de Portugal em 2010, tínhamos comentado em repetir pelo menos algumas das etapas. Então pensamos em repetir as etapas que ficavam mais perto de casa, precisamente para não implicar muitos custos e logística.
Vou tentar neste blogue, deixar os meus testemunhos de viagens que fiz e que ainda sonho fazer. E quem não tem sonhos...
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
sábado, 2 de outubro de 2010
S. Pedro Rates a Finisterre (2 a 5 Outubro 2010)
Depois da Travessia Norte de Portugal, esta seria a minha segunda aventura deste ano.
Escolhemos este caminho da costa por ser diferente daquilo que costumamos fazer.
A 1ª etapa seria a partir de S. Pedro de Rates até Mougas (La Guardia).
FOTOS Aqui
Escolhemos este caminho da costa por ser diferente daquilo que costumamos fazer.
A 1ª etapa seria a partir de S. Pedro de Rates até Mougas (La Guardia).
FOTOS Aqui
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
DESCANSA EM PAZ

Neste dia recebi uma notícia que me deixou amargurado com a vida. Foi o desaparecimento do amigo e colega de longas viagens em autonomia, o padre José Carlos Veloso. Recordo nestas viagens os caminhos que percorremos juntos, os projectos que partilhamos juntos, os momentos de emoção que partilhamos juntos. E agora ele preferiu seguir viagem.
DESCANSA EM PAZ...
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Travessia do Norte de Portugal
Dia 29 de Maio 2010, começou mais uma aventura, desta vez por terras lusas e de nuestros irmanos.
Esta travessia já estava prevista fazer este ano. Optámos por não fazer este ano nenhum dos caminhos de Santiago, por ser ano Jacobeo, e como tal muitos peregrinos. Assim, eu e mais o grupo que costuma participar nestas aventuras, decidimos que seria a Travessia do Norte de Portugal.
Desta vez vou optar por levar uma mochila em vez dos alforges. Isto porque na última travessia senti que os alforges me atrapalharam um pouco, principalmente nas partes mais técnicas, onde sentia a traseira da bicicleta descompensada em relação a frente. Consultados vários forum's, optei por comprar a mochila Deuter Trans alpine 30l, uma das melhores mochilas para mais de um dia, quer para trekking quer para mountain bike.
Em 2009, no caminho Norte e Primitivo levei a Cannondale Rize 4 com Lefty, excelente bicicleta para o tipo de percurso, que fiz uma bicicleta muito ágil e versátil, onde se aplicava nos trilhos mais técnicos e também quando era preciso rolar. Desta vez vou levar uma Cannondale RZ One Twenty. Apesar de ser um percurso exigente quer técnica quer fisicamente, opto por este modelo por ser mais leve e de ter menos curso, sendo assim uma bike mais versátil e roladora.
1ª Etapa - Rio do Onor - Vinhais - 29 de Maio 2010
Total-89,2km
Media geral-8,1km/h
Desloc. Méd.-10,9Km/h
Tempo de Desl.-8,10h
Parado-2,50h
Veloc. Max.-67km/h
Acumulado-2413mt
Era madrugada quando decidimos partir, para percorrer cerca de 300km de Braga até Rio de Onor. Em pleno Parque Natural de Montezinho, aldeia raiana dividida pela fronteira, sendo ainda uma aldeia comunitária. Tínhamos planeado sair pelas 9,00h. Após as despedidas e fotos da praxe, lá arranca-mos mais as respectivas montadas, Jorge Barrote (Cannodale RZOne Twenty), Zé Portela (Scott Ramson 20), Armando Paredes (Cannondale Jekyl 800), Flávio Silva (Scott Ramson 20), Joaquim Lopes (Lapierre Spicy 514) e o "caloiro" Eduardo Costa (Lapierre Zesty 516). Seria uma etapa para cerca de 90Km e um acumulado de aproximadamente 2500mt, entre Rio de Onor e Vinhais. Para começar não estava mal de todo. Saímos com tempo ameno, ora ameaçava chuva fraca ora abria o sol, estava mesmo bom para pedalarmos. Mas este tempo depressa se definiu, começando o sol a espreitar mais e começar a deixar as suas marcas, quer no esforço que nos estava a causar, quer no bronzear à "trolha". Nas paragens que íamos fazendo para comer íamos aplicando protector. À saída desta aldeia, o percurso apontava para noroeste, ou seja começávamos parte da travessia do lado espanhol, começando a subir até Stª Cruz de Abranes. A partir daqui iríamos percorrer parte da Serra de Calabor, para depois descermos até à aldeia que lhe dá o nome, por zonas a perder de verde. Logo de seguida já sem dar por ela, estávamos novamente do lado português, passando pelas minas de Portelo em pleno parque natural de Montezinho. Minas que ainda à bem pouco tempo foram notícia, por as suas areias escorrem para o rio Sabor. Estes escombros altamente tóxicos, arrastaram consigo areias carregadas de arsénio. Para chegarmos até ao alto, conhecido pelas quatro estradas, teríamos que subir e subir a um ritmo bem lento, e com sol a dar nas costas e a fome e sede apertar. Logo que atingimos estas quatro estradas, a partir daqui iríamos dar início a uma descida alucinante, mas antes ainda avistamos a aldeia de Montezinho ao longe, e continuamos a descida num serpentear até cruzarmos uma ponte sob o rio Sabor.


Depois desta ponte, ainda acompanhamos o rio Sabor, seguindo nas suas margens por um período largo. Bem que apetecia um banho, mas a jornada era longa e não podíamos estar para banhos. Ainda por cima, íamos novamente voltar a subir. Aliás, esta etapa seria a mais dura e com mais acumulado de todas desta travessia, mas disso não nos podíamos queixar, porque foi por comum acordo que fizemos esta alteração. Depois deste constante sobe descer, mesmo ao estilo de rompe pernas, chegamos à aldeia de Cova da Lua, mesmo à hora de se almoçar alguma coisa. Parece que adivinhámos, ao entrarmos pelo largo da aldeia, deparámos com um grelhador onde estavam a preparar umas "barriguinhas e costelinha", à entrada da casa do povo da aldeia. Tão depressa pensamos como nos cortaram a ideia. Perguntamos se havia algo para comer, ao que logo nos responderam de uma forma muito seca, que era só para quem trabalhou, é que nem umas minis. Excelente recepção. Bem só tivemos que tirar o resto das nossas sandes, fruta e barras energéticas para comer.
Como sempre estas paragens são breves, sem minis portanto, e ala que se faz tarde, temos muito para andar. Vilarinho seria a próxima aldeia, aqui a travessia passa mesmo junto à casa dos Marrões (séc. XVIII), com uma panorâmica fantástica, a descrever uma arquitectura senhorial, logo de seguida passamos por uma ponte romana sob o rio Baceiro. Belos são, os típicos e reconstruidos pombais nesta zona de Parâmio, aliás em todo o Montesinho, em forma circular e com o telhado em plano inclinado. A partir desta altura passamos a andar muito em zona de fronteira até Moimenta. Por esta altura já a fome corroía os estômagos, estava a escassear o abastecimento, era preciso comer algo de substancial, chega de barras energéticas. Chegados a Moimenta, procuramos um café que nos preparou umas bifanas. A partir daqui e recuperados das forças foi pedalar até Vinhais. Mas antes ainda tínhamos mais uma montanha para atravessar, a serra da Coroa. Muito próxima de Vinhais ainda passamos pelo parque biológico. Finalmente terminamos a etapa à hora prevista. Foi só procurar a residencial Cidadela Transmontana. Depois de nos instalarmos, lá fomos procurar um restaurante por indicação de um local. Boa referência, pois fomos bem servidos e atendidos, aliás gente simpática que gosta de receber bem. Adorei esta pequena e acolhedora vila transmontana. Agora não tenho desculpa para participar na famosa rota do Contrabando de Vinhais em BTT. Será desta forma que voltarei.


2ª Etapa - Vinhais - Chaves - 30 Maio de 2010
Total-84,4km
Media geral-8,1km/h
Desloc. Méd.-10,8Km/h
Tempo de Desl.-7,49h
Parado-2,33h
Veloc. Max.-49km/h
Acumulado-1954mt
Recuperados do dia anterior, partimos cedo para tentar chegar outra vez cedo. Procuramos onde nos abastecer para a etapa num mini-mercado, com o suficiente para nos prepararem umas sandes e fruta. Nesta etapa iríamos ter uma travessia com a passagem por dois rios, o Rabaçal em Gestosa e o Mente em São Jumil, onde teríamos de subir depois destes para perfazer o acumulado da etapa. Foi uma etapa que apesar de ter pouca vegetação mesmo assim tinha alguma beleza. Passamos por muitas aldeias onde muitas delas pareciam abandonadas, sem viva alma, talvez estivessem para os campos nas suas tarefas, mas também é uma zona de muita emigração e isso nota-se pelas construções. Já perto de chaves avistava-se o castelo medieval de Monforte, que se ergue sobre uma das escarpas da serra do Brunheiro, em posição dominante sobre a povoação e a ribeira de Águas Livres. A partir daqui, com uma descida até Faiões, foi fácil e rápida a chegada até ao hotel Petrus em Chaves. Seria o culminar de mais uma etapa dura mesmo do tipo rompe pernas, onde o sobe e desce foi uma constante. Mas a etapa não acabaria sem a parte da degustação. Depois de procurarmos, paramos em frente a uma pequena taberna a "Taberna Benito", onde habitualmente os funcionários do casino de Chaves jantam. A ementa foi-nos sujerida, e muito bem pela proprietária, a saber: "maminha", e que não era mais que carne muito tenra.


3ª Etapa - Chaves - Montalegre - 31 Maio de 2010
Total-71,5km
Media geral-6,8km/h
Desloc. Méd.-10,0Km/h
Tempo de Desl.-7,10h
Parado-3,20h
Veloc. Max.-51,3km/h
Acumulado-1740mt
Foi um amanhecer cedo, para percorrermos mais uma etapa que se esperava dura, mas ainda assim menos dura que as duas anteriores. A primeira tarefa seria procurar onde nos abastecermos, pelo menos para a parte da manha. Na véspera consultamos a meteorologia, e perspectivava-se um dia solarengo, dai que deveríamos aplicar bastante protector solar.
4ª Etapa - Montalegre - Lobios - 1 Junho 2010
Total-68,3km
Media geral-7,6km/h
Desloc. Méd.-10,9Km/h
Tempo de Desl.-6,15h
Parado-2,41h
Veloc. Max.-47km/h
Acumulado-1466mt
5ª Etapa - Lobios - Castro Laboreiro - 2 Junho 2010
Total-39,2km
Media geral-6,0km/h
Desloc. Méd.-9,8Km/h
Tempo de Desl.-3,58h
Parado-2,34h
Veloc. Max.-46,8km/h
Acumulado-1078mt
6ª Etapa - Castro Laboreiro - Arcos Valdevez 3 Junho 2010
Total-58,4km
Media geral-8,4km/h
Desloc. Méd.-11,6Km/h
Tempo de Desl.-5,01h
Parado-1,55h
Veloc. Max.-59,6km/h
Acumulado-920mt
7ª Etapa - Arcos Valdevez - Caminha - 4 Junho 2010
Total-89,5km
Media geral-8,5km/h
Desloc. Méd.-13,7Km/h
Tempo de Desl.-6,31h
Parado-4,03h
Veloc. Max.-60,9km/h
Acumulado-1751 mt
FOTOS AQUI
Em 2009, no caminho Norte e Primitivo levei a Cannondale Rize 4 com Lefty, excelente bicicleta para o tipo de percurso, que fiz uma bicicleta muito ágil e versátil, onde se aplicava nos trilhos mais técnicos e também quando era preciso rolar. Desta vez vou levar uma Cannondale RZ One Twenty. Apesar de ser um percurso exigente quer técnica quer fisicamente, opto por este modelo por ser mais leve e de ter menos curso, sendo assim uma bike mais versátil e roladora.
1ª Etapa - Rio do Onor - Vinhais - 29 de Maio 2010
Total-89,2km
Media geral-8,1km/h
Desloc. Méd.-10,9Km/h
Tempo de Desl.-8,10h
Parado-2,50h
Veloc. Max.-67km/h
Acumulado-2413mt
Era madrugada quando decidimos partir, para percorrer cerca de 300km de Braga até Rio de Onor. Em pleno Parque Natural de Montezinho, aldeia raiana dividida pela fronteira, sendo ainda uma aldeia comunitária. Tínhamos planeado sair pelas 9,00h. Após as despedidas e fotos da praxe, lá arranca-mos mais as respectivas montadas, Jorge Barrote (Cannodale RZOne Twenty), Zé Portela (Scott Ramson 20), Armando Paredes (Cannondale Jekyl 800), Flávio Silva (Scott Ramson 20), Joaquim Lopes (Lapierre Spicy 514) e o "caloiro" Eduardo Costa (Lapierre Zesty 516). Seria uma etapa para cerca de 90Km e um acumulado de aproximadamente 2500mt, entre Rio de Onor e Vinhais. Para começar não estava mal de todo. Saímos com tempo ameno, ora ameaçava chuva fraca ora abria o sol, estava mesmo bom para pedalarmos. Mas este tempo depressa se definiu, começando o sol a espreitar mais e começar a deixar as suas marcas, quer no esforço que nos estava a causar, quer no bronzear à "trolha". Nas paragens que íamos fazendo para comer íamos aplicando protector. À saída desta aldeia, o percurso apontava para noroeste, ou seja começávamos parte da travessia do lado espanhol, começando a subir até Stª Cruz de Abranes. A partir daqui iríamos percorrer parte da Serra de Calabor, para depois descermos até à aldeia que lhe dá o nome, por zonas a perder de verde. Logo de seguida já sem dar por ela, estávamos novamente do lado português, passando pelas minas de Portelo em pleno parque natural de Montezinho. Minas que ainda à bem pouco tempo foram notícia, por as suas areias escorrem para o rio Sabor. Estes escombros altamente tóxicos, arrastaram consigo areias carregadas de arsénio. Para chegarmos até ao alto, conhecido pelas quatro estradas, teríamos que subir e subir a um ritmo bem lento, e com sol a dar nas costas e a fome e sede apertar. Logo que atingimos estas quatro estradas, a partir daqui iríamos dar início a uma descida alucinante, mas antes ainda avistamos a aldeia de Montezinho ao longe, e continuamos a descida num serpentear até cruzarmos uma ponte sob o rio Sabor.


Depois desta ponte, ainda acompanhamos o rio Sabor, seguindo nas suas margens por um período largo. Bem que apetecia um banho, mas a jornada era longa e não podíamos estar para banhos. Ainda por cima, íamos novamente voltar a subir. Aliás, esta etapa seria a mais dura e com mais acumulado de todas desta travessia, mas disso não nos podíamos queixar, porque foi por comum acordo que fizemos esta alteração. Depois deste constante sobe descer, mesmo ao estilo de rompe pernas, chegamos à aldeia de Cova da Lua, mesmo à hora de se almoçar alguma coisa. Parece que adivinhámos, ao entrarmos pelo largo da aldeia, deparámos com um grelhador onde estavam a preparar umas "barriguinhas e costelinha", à entrada da casa do povo da aldeia. Tão depressa pensamos como nos cortaram a ideia. Perguntamos se havia algo para comer, ao que logo nos responderam de uma forma muito seca, que era só para quem trabalhou, é que nem umas minis. Excelente recepção. Bem só tivemos que tirar o resto das nossas sandes, fruta e barras energéticas para comer.
Como sempre estas paragens são breves, sem minis portanto, e ala que se faz tarde, temos muito para andar. Vilarinho seria a próxima aldeia, aqui a travessia passa mesmo junto à casa dos Marrões (séc. XVIII), com uma panorâmica fantástica, a descrever uma arquitectura senhorial, logo de seguida passamos por uma ponte romana sob o rio Baceiro. Belos são, os típicos e reconstruidos pombais nesta zona de Parâmio, aliás em todo o Montesinho, em forma circular e com o telhado em plano inclinado. A partir desta altura passamos a andar muito em zona de fronteira até Moimenta. Por esta altura já a fome corroía os estômagos, estava a escassear o abastecimento, era preciso comer algo de substancial, chega de barras energéticas. Chegados a Moimenta, procuramos um café que nos preparou umas bifanas. A partir daqui e recuperados das forças foi pedalar até Vinhais. Mas antes ainda tínhamos mais uma montanha para atravessar, a serra da Coroa. Muito próxima de Vinhais ainda passamos pelo parque biológico. Finalmente terminamos a etapa à hora prevista. Foi só procurar a residencial Cidadela Transmontana. Depois de nos instalarmos, lá fomos procurar um restaurante por indicação de um local. Boa referência, pois fomos bem servidos e atendidos, aliás gente simpática que gosta de receber bem. Adorei esta pequena e acolhedora vila transmontana. Agora não tenho desculpa para participar na famosa rota do Contrabando de Vinhais em BTT. Será desta forma que voltarei.

2ª Etapa - Vinhais - Chaves - 30 Maio de 2010
Total-84,4km
Media geral-8,1km/h
Desloc. Méd.-10,8Km/h
Tempo de Desl.-7,49h
Parado-2,33h
Veloc. Max.-49km/h
Acumulado-1954mt
Recuperados do dia anterior, partimos cedo para tentar chegar outra vez cedo. Procuramos onde nos abastecer para a etapa num mini-mercado, com o suficiente para nos prepararem umas sandes e fruta. Nesta etapa iríamos ter uma travessia com a passagem por dois rios, o Rabaçal em Gestosa e o Mente em São Jumil, onde teríamos de subir depois destes para perfazer o acumulado da etapa. Foi uma etapa que apesar de ter pouca vegetação mesmo assim tinha alguma beleza. Passamos por muitas aldeias onde muitas delas pareciam abandonadas, sem viva alma, talvez estivessem para os campos nas suas tarefas, mas também é uma zona de muita emigração e isso nota-se pelas construções. Já perto de chaves avistava-se o castelo medieval de Monforte, que se ergue sobre uma das escarpas da serra do Brunheiro, em posição dominante sobre a povoação e a ribeira de Águas Livres. A partir daqui, com uma descida até Faiões, foi fácil e rápida a chegada até ao hotel Petrus em Chaves. Seria o culminar de mais uma etapa dura mesmo do tipo rompe pernas, onde o sobe e desce foi uma constante. Mas a etapa não acabaria sem a parte da degustação. Depois de procurarmos, paramos em frente a uma pequena taberna a "Taberna Benito", onde habitualmente os funcionários do casino de Chaves jantam. A ementa foi-nos sujerida, e muito bem pela proprietária, a saber: "maminha", e que não era mais que carne muito tenra.
3ª Etapa - Chaves - Montalegre - 31 Maio de 2010
Total-71,5km
Media geral-6,8km/h
Desloc. Méd.-10,0Km/h
Tempo de Desl.-7,10h
Parado-3,20h
Veloc. Max.-51,3km/h
Acumulado-1740mt
Foi um amanhecer cedo, para percorrermos mais uma etapa que se esperava dura, mas ainda assim menos dura que as duas anteriores. A primeira tarefa seria procurar onde nos abastecermos, pelo menos para a parte da manha. Na véspera consultamos a meteorologia, e perspectivava-se um dia solarengo, dai que deveríamos aplicar bastante protector solar.
4ª Etapa - Montalegre - Lobios - 1 Junho 2010
Total-68,3km
Media geral-7,6km/h
Desloc. Méd.-10,9Km/h
Tempo de Desl.-6,15h
Parado-2,41h
Veloc. Max.-47km/h
Acumulado-1466mt
5ª Etapa - Lobios - Castro Laboreiro - 2 Junho 2010
Total-39,2km
Media geral-6,0km/h
Desloc. Méd.-9,8Km/h
Tempo de Desl.-3,58h
Parado-2,34h
Veloc. Max.-46,8km/h
Acumulado-1078mt
6ª Etapa - Castro Laboreiro - Arcos Valdevez 3 Junho 2010
Total-58,4km
Media geral-8,4km/h
Desloc. Méd.-11,6Km/h
Tempo de Desl.-5,01h
Parado-1,55h
Veloc. Max.-59,6km/h
Acumulado-920mt
7ª Etapa - Arcos Valdevez - Caminha - 4 Junho 2010
Total-89,5km
Media geral-8,5km/h
Desloc. Méd.-13,7Km/h
Tempo de Desl.-6,31h
Parado-4,03h
Veloc. Max.-60,9km/h
Acumulado-1751 mt
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sexta-feira, 15 de maio de 2009
Caminho Norte+Primitivo
Será desta? Sim, pelo menos até esta hora, ainda não apareceram motivos para o seu cancelamento.
Até breve
Dia 16 Maio
Dia 17 Maio
Mais um dia não. Definitivamente não era o nosso dia, também, depois de nos levantarmos mais uma vez muito cedo, o comboio das 7,00h não dava para nós, É que na estação deram-nos a informação que para irmos até Bilbao teríamos de ir num comboio de linha estreita que era o único que nos permitia levar as bikes. Lá fomos rapidamente procurar saber os horários para Leon a partir desta linha e que ficava noutra zona da cidade. Só tínhamos comboio às 14,00h. Aproveitamos e fomos fazer uma visita pela cidade, sobretudo pela zona centro, onde a cidade se revela como uma cidade de vários estilos, desde o gótico ao barroco. A catedral é de uma imponência brutal, tem uns vitrais magníficos, dos maiores da Península Ibérica. Aproximou-se a hora da partida e lá procuramos a estação. Seriam mais umas 7h de viagem, a uma média de 40km/h, para percorrer os cerca de 300km, onde deu para apreciar toda a bela paisagem até Bilbao. Estes comboios apesar de regionais, tem algum conforto e com serviço de bar. Neste dia tivemos um dia de sol.
Etapa 1 Dia 18 - Bilbao - Santoña

Distância - 110km
Média - 14km/h
Etapa sobretudo de rolar, com muita estrada. Já que poucas vezes se sai de estrada, cheguei a questionar-me se fosse sempre assim, se valeria a pena ter trazido este tipo de bike (BTT). Mas este pensamento depressa se "esfumou" porque começaram a surgiu umas incursões interessantes para nos aplicarmos. Mas só a partir de Castro Urdialles é que começou a ser diferente o terreno.
Etapa 2 Dia 19 - Santoña - Comillas


Bonita etapa, com muitos campos de cultivo, sobretudo de muito pasto para o gado. Talvez pela influência de estarmos junto à costa, todos estes campos apresentavam-se sempre muito verdes.
Com uma breve passagem por Santillana del Mar, uma das vilas medievais mais belas da Europa. tive a sensação de regressar ao passado, faltou ver os moradores vestidos à época, para que isso fosse mesmo uma realidade.
Distancia - 102km
Média - 14,9km/h
Vel. max - 62,00km/h
Temp. Desloc. - 6h52m
Parado - 1h30m
Med Geral - 12,2km/h
Acumulado - 1374m
Etapa 3 Dia 20 - Comillas - La Isla


E a partir desta etapa, muito ficou por contar...
É que eram tantas a tarefas que tinha, lavar roupa para no dia seguinte tê-la pronta, fazer uma revisão ao material no sentido de verificar se está tudo conforme para que no dia seguinte esteja tudo bem para o arranque de mais uma etapa.
Dai que ou escrevia mais umas linhas, ou deixava ao acaso o material.
Distancia - 106km
Média - 13,2km/h
Vel. max - 49,00km/h
Temp. Desloc. - 8h
Parado - 1h51m
Med Geral - 10,7km/h
Acumulado - 1889m
Etapa 4 Dia 21 - La Isla - Cornellana


Distância - 109km
Média - 11,9km/h
Vel. max - 50,00km/h
Temp. Desloc. - 9h12m
Parado - 2h38m
Med Geral - 9,2km/h
Acumulado - 2122m
Etapa 5 Dia 22 - Cornellana - Pola de Allande



Distancia - 61,2km
Média - 8,9km/h
Vel. max - 42,00km/h
Temp. Desloc. - 6h51m
Parado - 3h04m
Med Geral - 6,2km/h
Acumulado - 1817m
Etapa 6 Dia 23 - Pola de Allande - Fonsagrada



Distancia - 72,2km
Média - 10,8km/h
Vel. max - 50,2km/h
Temp. Desloc. - 6h40m
Parado - 1h34m
Med Geral - 8,8km/h
Acumulado - 1917m
Etapa 7 Dia 24 - Fonsagrada - Melide


Distancia - 107km
Média - 12,3km/h
Vel. max - 56,5km/h
Temp. Desloc. - 8h43m
Parado - 1h12m
Med Geral - 10,8km/h
Acumulado - 2141m
Etapa8 Dia 25 - Melide - Santiago Compostela


Distancia - 55km
Média - 14,2km/h
Vel. max - 47km/h
Temp. Desloc. - 3h52m
Parado - 19m
Med Geral - 13,1km/h
Acumulado - 129m
http://ca.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=416298
Album FOTOS
Está prevista a saída de Braga (5:30h) até Vigo para a apanhar o comboio às 7:55h (hora espanhola) até Irun. São cerca de 9h de viagem. Eu e o meu companheiro José Carlos Veloso, não tivemos tempo para delinear nada. Ele como tem um bom guia sobre o caminho, tem estado a tirar uns apontamentos, sobre as etapas a percorrer, por forma a que nesses locais tenhamos onde comer e abastecer para o dia seguinte, já que vamos tentar sair muito cedo. É que temos etapas de 90km de média por dia a percorrer.
Vou tentar descrever as etapas, se encontrar ciber cafés, é claro. É que não tenho na minha PDA, rede 3G, pois seria a melhor forma de ao ir dormir fazer um resumo da etapa e enviar para o blog.
Por isso, os que por aqui passarem a procurar estes resumos se não vierem nada, é porque não tive os meios ao dispor para o resumo.
Vou tentar descrever as etapas, se encontrar ciber cafés, é claro. É que não tenho na minha PDA, rede 3G, pois seria a melhor forma de ao ir dormir fazer um resumo da etapa e enviar para o blog.
Por isso, os que por aqui passarem a procurar estes resumos se não vierem nada, é porque não tive os meios ao dispor para o resumo.
Até breve
Dia 16 Maio

Primeiro precauço, ao tentar obter os bilhetes para o comboio previsto, informam-nos que não podíamos seguir viagem porque nesse comboio não havia lugar para bikes. Fulos que ficamos, porque não era essa a informação que o Ze Veloso tinha obtido em Santiago.
A chuva neste dia esta destinada a acompanhar-nos na viagem. Só tínhamos um comboio regional que seguia para Ponferrada às 14,47h, ou seja à chegada ainda teríamos de nos deslocar até Leon, que só ficava a 30km. Apesar destes contratempos todos, a viagem seria uma oportunidade para apreciar este interior de Espanha, e que lindo. A linha férrea seguia durante muitos kms paralelo ao rio Minho e a dada altura, aquando da mudança de linha seguiu um outro rio afluente do Minho. Este contraste de montanha, com planícies era digno de ver. Quase a chegar a Ponferrada, perguntei à revisora se o comboio não seguia até Leon, ao que ela me informou que sim. Bem, esta foi uma óptima notícia para acabar o dia, às 21,00h lá chegamos, procuramos por saber onde ficava o albergue. Aqui foi útil a prestação de um segurança da estação que se prontificou já no exterior da estação em nos dar a indicação o mais correcta possível. Era bem perto, da polícia local. O albergue mais parecia uma cadeia no seu aspecto, por este estar dentro de uma área toda cercada de várias redes, e com um sistema de video-vigilância à entrada do albergue. Só na recepção é que soubemos que também era albergue juvenil, ou seja o equivalente às nossas Pousadas de Juventude. Bom aspecto que tinha, lá nos indicaram um quarto no piso 3. Uma camarata de 8 camas e que ficaram preenchidas com a nossa chegada. Boas instalações, aqui não faltava nada. Tinha máquina da lavar roupa e secar e zona de passar roupa. Isto tudo a pagar é claro. Depressa nos apressamos para ir jantar alguma coisa a um restaurante indicado pelo alberguista. "La Fabrica", era o nome do restaurante, que tinha um bom aspecto, só que nós não pretendíamos comer muito, pois tínhamos de regressar depressa ao albergue, que fechava às 23,00h. O curioso neste albergue era o facto de as bicicletas ficaram todas à porta deste, coisa que nos preocupou de certa forma, porque era um sítio um pouco esquisito apesar de estar a ser vigiado. E lá fomos dormir, porque tínhamos de nos levantar cedo.
Dia 17 Maio
Etapa 1 Dia 18 - Bilbao - Santoña
Distância - 110km
Média - 14km/h
Etapa sobretudo de rolar, com muita estrada. Já que poucas vezes se sai de estrada, cheguei a questionar-me se fosse sempre assim, se valeria a pena ter trazido este tipo de bike (BTT). Mas este pensamento depressa se "esfumou" porque começaram a surgiu umas incursões interessantes para nos aplicarmos. Mas só a partir de Castro Urdialles é que começou a ser diferente o terreno.
Etapa 2 Dia 19 - Santoña - Comillas
Bonita etapa, com muitos campos de cultivo, sobretudo de muito pasto para o gado. Talvez pela influência de estarmos junto à costa, todos estes campos apresentavam-se sempre muito verdes.
Com uma breve passagem por Santillana del Mar, uma das vilas medievais mais belas da Europa. tive a sensação de regressar ao passado, faltou ver os moradores vestidos à época, para que isso fosse mesmo uma realidade.
Distancia - 102km
Média - 14,9km/h
Vel. max - 62,00km/h
Temp. Desloc. - 6h52m
Parado - 1h30m
Med Geral - 12,2km/h
Acumulado - 1374m
Etapa 3 Dia 20 - Comillas - La Isla
E a partir desta etapa, muito ficou por contar...
É que eram tantas a tarefas que tinha, lavar roupa para no dia seguinte tê-la pronta, fazer uma revisão ao material no sentido de verificar se está tudo conforme para que no dia seguinte esteja tudo bem para o arranque de mais uma etapa.
Dai que ou escrevia mais umas linhas, ou deixava ao acaso o material.
Distancia - 106km
Média - 13,2km/h
Vel. max - 49,00km/h
Temp. Desloc. - 8h
Parado - 1h51m
Med Geral - 10,7km/h
Acumulado - 1889m
Etapa 4 Dia 21 - La Isla - Cornellana
Distância - 109km
Média - 11,9km/h
Vel. max - 50,00km/h
Temp. Desloc. - 9h12m
Parado - 2h38m
Med Geral - 9,2km/h
Acumulado - 2122m
Etapa 5 Dia 22 - Cornellana - Pola de Allande
Distancia - 61,2km
Média - 8,9km/h
Vel. max - 42,00km/h
Temp. Desloc. - 6h51m
Parado - 3h04m
Med Geral - 6,2km/h
Acumulado - 1817m
Etapa 6 Dia 23 - Pola de Allande - Fonsagrada
Distancia - 72,2km
Média - 10,8km/h
Vel. max - 50,2km/h
Temp. Desloc. - 6h40m
Parado - 1h34m
Med Geral - 8,8km/h
Acumulado - 1917m
Etapa 7 Dia 24 - Fonsagrada - Melide
Distancia - 107km
Média - 12,3km/h
Vel. max - 56,5km/h
Temp. Desloc. - 8h43m
Parado - 1h12m
Med Geral - 10,8km/h
Acumulado - 2141m
Etapa8 Dia 25 - Melide - Santiago Compostela
Distancia - 55km
Média - 14,2km/h
Vel. max - 47km/h
Temp. Desloc. - 3h52m
Parado - 19m
Med Geral - 13,1km/h
Acumulado - 129m
http://ca.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=416298
Album FOTOS
terça-feira, 21 de abril de 2009
Finalizado o Caminho Português
Depois de nos reunirmos em Braga, junto à Sé Catedral, estavam à nossa espera uma jornalista da RTP, para uma reportagem que passaria no telejornal da tarde. Espantados uns, mas outros nem tanto, porque já sabiam. Saimos com alguma chuva abençoada, os 12 companheiros de peregrinação, sendo que um deles nos acompanharia só até Valença.
Os que nunca fizeram o Caminho estavam com algum receio, porque nunca tinham feito etapas tão longas, e nunca imaginariam o que era andar durante tantas horas, em cima da bicicleta.
Os que nunca fizeram o Caminho estavam com algum receio, porque nunca tinham feito etapas tão longas, e nunca imaginariam o que era andar durante tantas horas, em cima da bicicleta.
terça-feira, 31 de março de 2009
Novamente O Caminho Português
Dia 17 de Abril 2009. Pela 5ª vez irei fazer de bicicleta (BTT) o Caminho Português de Santiago de Compostela. Desta vez fui motivado por um grupo de amigos que nunca fizeram o caminho,. E sendo assim, como amigo do amigo que sou, vou acompanhá-los nesta missão de bicigrino. Como elemento do grupo mais experiente neste tipo de aventura, cabe-me a mim dar as indicações a todos eles, excepto a dois deles, o Zé Gonçalves e o Manel Vaqueiro, companheiro de pelo menos 2 bicigrinações, Via de Prata e Finisterra.
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Cancelado O Caminho Primitivo
Foi definitivamente cancelado, até data a definir, talvez para a Primavera 2009, o Caminho Primitivo.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Adiada a Partida para o Caminho Primitivo
Foi adiada a partida, porque um dos elementos da comitiva, e por sua vez o responsável da logística, ter uma reunião importante em Lisboa no dia 8 de Outubro, e como não podia ser adiada, vamos ter de ser nós adiar a nossa "Bicigrinação" a Santiago de Compostela.

Tem vantagens e desvantagens este adiamento. A principal vantagem foi o facto de me possibilitar preparar melhor, e aguardar que cheguem umas encomendas de
material de que vou precisar levar. E porque também as previsões meteorológicas, para esta semana na zonas das Astúrias, eram de bastante chuva. A principal desvantagem, é que os dias vão passar a ser mais pequenos, o que nos obrigará a começar as etapas ainda mais cedo.
Assim este sábado, dia 4 permitiu-me fazer mais uma preparação, percorrendo 85km pelas (VIA XVII - Braga (BRACARA) - Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Astorga (ASTURICA) e regressando pela VIA XVIII (Via Nova) - Braga (BRACARA) - Gerês - Astorga (ASTURICA), na companhia de dois amigos, O Zé Gonçalves e o Manuel Fernandes.

Tem vantagens e desvantagens este adiamento. A principal vantagem foi o facto de me possibilitar preparar melhor, e aguardar que cheguem umas encomendas de
material de que vou precisar levar. E porque também as previsões meteorológicas, para esta semana na zonas das Astúrias, eram de bastante chuva. A principal desvantagem, é que os dias vão passar a ser mais pequenos, o que nos obrigará a começar as etapas ainda mais cedo.Assim este sábado, dia 4 permitiu-me fazer mais uma preparação, percorrendo 85km pelas (VIA XVII - Braga (BRACARA) - Chaves (AQUAE FLAVIAE) - Astorga (ASTURICA) e regressando pela VIA XVIII (Via Nova) - Braga (BRACARA) - Gerês - Astorga (ASTURICA), na companhia de dois amigos, O Zé Gonçalves e o Manuel Fernandes.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Preparativos para o Caminho Primitivo
Em contagem decrescente para a partida dia 13 Outubro, para percorrer os 330km, previstos para 4 dias, com um acumulado de 6000m de altitude. Feita a revisão à bike, estou um pouco apreensivo com a minha condição física. No sábado, dia 27 Setembro, fiz um pequeno ensaio, de Braga a Vieira do Minho e volta, 7okm. Ou por ir sozinho, ou por estar calor, não me senti muito bem, onde por vezes me deu a sensação de querer vomitar. Sinto que me devia ter preparado melhor, nada a fazer, só sei que estou mesmo ansioso que chegue o dia para começar a pedalar.
Para percorrer este caminho, vamos 3 bicigrinos: Eu, Zé Carlos Veloso e o Cláudio Loureiro. De referir que para o Cláudio será uma estreia nos caminhos.
Ver neste site, uma perspectiva do Caminho Primitivo via Google Earth:
http://ca.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=182473
Para percorrer este caminho, vamos 3 bicigrinos: Eu, Zé Carlos Veloso e o Cláudio Loureiro. De referir que para o Cláudio será uma estreia nos caminhos.
Ver neste site, uma perspectiva do Caminho Primitivo via Google Earth:
http://ca.wikiloc.com/wikiloc/view.do?id=182473
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sexta-feira, 20 de abril de 2007
GR22 Rota Aldeias Históricas

Etapa 0: Dia 20-04-2007
Após nos reunirmos pelas 19:00h, e das respectivas despedidas da família, acabamos por sair de Braga às 19:30h. Chegamos à Tasquinha Serrana em Linhares da Beira, local onde íamos pernoitar, pelas 23h.
Mas antes de chegarmos tivemos uma viagem muito atribulada, com muita chuva e como se previa que íamos chegar tarde, optamos por jantar no restaurante Tasco. Logo prosseguimos viagem para passados 40min. estarmos na Tasquinha Serrana, que nos fez lembrar um Motel dos filmes americanos da beira de estrada. Apressamos-nos a tirar tudo do carro para pensarmos em dormir, coisa que vou fazer agora. 00:06h de 21-04-2007.
Mas antes de chegarmos tivemos uma viagem muito atribulada, com muita chuva e como se previa que íamos chegar tarde, optamos por jantar no restaurante Tasco. Logo prosseguimos viagem para passados 40min. estarmos na Tasquinha Serrana, que nos fez lembrar um Motel dos filmes americanos da beira de estrada. Apressamos-nos a tirar tudo do carro para pensarmos em dormir, coisa que vou fazer agora. 00:06h de 21-04-2007.
Etapa 1: Dia 21-04-2007 - Linhares da Beira - Marialva
Tempo total: 8h44m
Vel. máx.: 50,5Km/h
Odom. viagem: 76,8km
Desl. Média: 8,1km/h
Tempo parado: 2h22m
Acumulado: 1.574m
Saída às 09.30h da tasquinha Serrana.

Depois ter passado um noite em beleza, sem antes ter tomado um comprimido para ajudar a dormir, seriam umas 00:30h que terei começado a dormir.
Pequeno almoço, previsto para as 08:30h, mas o proprietário só chegou às 09:00h. E para compensar o atraso, o proprietário cozeu pão fresco, e qual maravilha de pão. Pagamos a dormida e não aceitou o pagamento do pequeno almoço, sendo oferta.
Com passagem pelo centro de Linhares fomos visitar o castelo. Nota-se um certo arranjo nas casas, mostrando que houve intervenção urbanística. Logo que saímos apanhamos umas descidas em calçada romana, valentes, mesmo a calhar para testar os alforges. Até chegarmos à zona onde seria suposto passar o rio Mondego, por um açude. Tal era o caudal que este estava impossível de passar. Isto obrigou-nos a voltar atrás e por estrada municipal termos de passar por baixo a linha férrea. A partir daqui foi sofrer um bocado até chegar-mos a um planalto. Rolamos mais uns km's e a partir de Aldeia Nova é que iríamos enfrentar a pior subida do dia, isto decorridos 26km. Tivemos uma subida de 6km, onde à hora do dia a que estávamos, era violenta, mesmo no pico do calor. Tive de desmontar por três vezes para repor a pulsação. Custou-me mesmo muito, para o primeiro dia de sete etapas. Mas tirando isto, éramos compensados com paisagens a perder de vista. Uma coisa que nos estava a faltar era o café pelos locais de passagem, alguns pontos de água isso sim. Mas ao fim de 67km fomos brindados com um café, isto com a proprietária muito refastelada numa cadeira à entrada, a apanhar sol. Esta levou um valente susto que deu um salto, com a nossa chegada. Aproveitamos para descansar e beber umas colas que já estavam a fazer falta. D. Lurdes era o nome da proprietária. Um pouco fechada no início, logo começou a fazer perguntas, de onde éramos, onde vínhamos, o que lhe custou acreditar. Disse-nos que até Marialva faltavam uns 20min. mas ainda nos faltavam 10km. Ainda tiramos uma foto com a srª, ficamos com a morada para lha enviar. Ficou toda contente, "mas é para colocar na parede senão não enviamos". E lá seguimos a nossa etapa até Marialva, onde chegamos pelas 18:00h. Muito impressionante este lugar histórico, com ruas e casas restauradas. Como o Armando já conhecia aqui o único café, foi pedir para nos preparar um jantar como acontecera no ano anterior. A srª não disse que não, o que foi óptimo, marcámos para as 20h30. Uma esparguete com molho de tomate e carne estufada e uns panachés, e tudo isto por 5€ cada. Bem comidos e bebidos, foi meio caminho andado para uma noite sem sono, na casa das Freiras.
Etapa 2: Dia 22-04-2007 - Marialva - Almeida
Tempo total: 10h25m

Tempo deslo.: 6H30m
Vel. máx.: 7,6Km/h
Odom. viagem: 78km
Desl. Média:
Tempo parado: 3h45m
Acumulado: 1.378m
Elev. Máx: 820m
Depois de uma noite bem dormida, fomos brindados com um excelente e reforçado pequeno almoço, incluído na estadia. Lá partimos para a 2ª etapa, mais cedo que na anterior. Com uma vista fantástica a perder de vista, fomos rolando até nos aparecer a primeira dificuldade do dia, a travessia de um riacho onde tínhamos de molhar os pés, mas descobrimos um pontão em madeira espectacular, que nos facilitou a passagem. Daqui descemos rápido até às pontes do rio Côa, onde de seguida tivemos uma subida em alcatrão. A seguir o perfil, ainda nos faltavam uns bons kms para Castelo Rodrigo, mas com muita subida até lá. Após atingirmos o topo do monte esperava-nos uma valente descida até um cruzamento da nacional. E aqui já tínhamos uma vista de Castelo Rodrigo. Decidimos ir fazer uma visita e aproveitamos para comer alguma coisa e desfrutar da paisagem da esplanada do Cantinho da Avó. Enquanto estávamos a comer apercebemo-nos que também estava neste local o primeiro director da revista BikeMagazine o Pedro Carvalho, onde trocamos algumas impressões sobre a GR22. Ele estava envolvido num projecto em conjunto com Gary Fisher na revitalização da GR22 em BTT. E lá nos despedimos seguindo viagem, pois ainda nos faltavam cerca de 40km para o final da etapa. A partir daqui andamos depressa, mas encontramos algumas dificuldades no track que não batia certo com as marcas da GR22. A opinião dos colegas é que esta etapa estava a ser muito bonita, onde se passa por propriedades em que temos de abrir e fechar cancelas de arame para evitar a fuga de gado. Mas mesmo assim rolamos muito bem até Almeida, onde chegamos pelas 19:30h à residencial Morgado. Uma residencial com um aspecto fraco e a precisar de restauros. A proprietária uma ex-profª primária muito simpática, aceitou em lavar o nosso equipamento e secar. Depois de jantar fomos fazer uma visita pelo casco de Almeida que deve ser, que apesar de ser à noite mesmo assim é bonita.
Etapa 3: Dia 23-04-2007 - Almeida - Sortelha

Tempo total: 10h15m
Tempo deslo.: 6H57m
Vel. máx.:
Odom. viagem: 97,86km
Desl. média: 14,1km/h
Tempo parado: 3h18m
Acumulado: 1.480m
Elevação máxima: 895m
Alvorada pelas 7.30h, e com a preocupação se a empregada da residencial colocou a roupa na máquina de secar. Fizemos questão de estar prontos a pedalar às 9.00h, tiramos a foto da praxe em frente a umas das portas principais da muralha de Almeida. O percurso começou logo até com uma descida boa de fazer, até entrarmos na EN onde cruzamos por cima do rio Côa, mais uma vez , sendo esta a 3ª vez. Daqui subimos pela EN uns 3km, saindo novamente para o percurso da GR. Com trilhos muito bons de fazer, sobretudo de rolar, até cruzarmos com a A25, junto a uma estação de serviço e a poucos km de Vilar Formoso. Depois daqui vamos directos a Castelo Mendo. Aqui mais um local lindo de visitar. Aqui procuramos por um café ou mercearia, mas ninguém está para nos informar, é que era dia de descanso. Após uma pequena visita, aproveitamos para comer o que trouxéramos do resto do pequeno almoço. Perguntamos a um morador se era possível passar o rio. Ao que logo nos respondeu, que não aconselharia, pois levava muita água e então seria melhor ir pela EN até Castelo Bom, para depois retomar-mos o percurso em Freineda. Aqui aproveitamos para comer, mas com a bondade da proprietária da loja que nos abriu na sua hora de almoço. Aqui também não conseguimos muito, só pão e atum e uns refrigerantes. Fomos para o largo da praça principal. Daqui tínhamos muito que rolar e estávamos apreensivos, pois ainda nos faltava cerca de 65km até Sortelha. Esta parte da GR foi linda, como outras, a nível de percurso coma uma mistura de carvalhos e pinheiros. Admira-me é, nesta zona, ainda não termos encontrado áreas ardidas, com tanta floresta. De Freineda, avançamos para Alfaiates, onde nos abastecemos de uma ananás para comermos com a pão. A dada altura, e na conversa que vínhamos a ter até nem nos percebemos do percurso, retomando-o mais à frente. Com o ritmo que levávamos, dava para perceber que iamos chegar a uma hora mais aceitável, mas mesmo assim decidimos telefonar para a casa onde íamos ficar a dormir, avisar que iamos chegar pelas 20.00h e que chegávamos, isto em Ozendo, a 27 Km do destino. O ânimo estava a voltar a subir ao saber que íamos chegar dentro do horário previsto. Antes ainda passamos por Sabugal, também esta com castelo. Aproveitamos para comemorar com um panaché e apostar no euromilhões. Difícil é encontramos onde abastecer, pouco simpáticas as pessoas por aqui, somos muito intrusos. Toca a andar com Sortelha à vista. Às 19.30h estávamos a pedir a chave na casa da viscondessa. Aqui já se mostraram mais simpáticos. Fomos de seguida procurar um mini-mercado para fazer compras para o jantar que o Flávio ia preparar. Um jantar digno de uma etapa a condizer, massa cozida com atum e molho de tomate, esplêndida.
No final e para desgastar, fizemos uma visita nocturna pelo casco de Sortelha. Pena é que estava tudo fechado. Será para voltar um dia. A casa era pequena mas muito linda e não fosse da Viscondessa de S. Sebastião (D. Luísa Lasso de La Veja Y Pedroso Charters).
Etapa 4: Dia 24-04-2007 - Sortelha - Monsanto
Tempo total:
Tempo deslo.: 5H18m
Vel. máx.:
Odom. viagem: 72,54km
Desl. média: 13,6km/h
Tempo parado: 2h54m
Acumulado: 1.128m
Elevação máxima: 906m
No final e para desgastar, fizemos uma visita nocturna pelo casco de Sortelha. Pena é que estava tudo fechado. Será para voltar um dia. A casa era pequena mas muito linda e não fosse da Viscondessa de S. Sebastião (D. Luísa Lasso de La Veja Y Pedroso Charters).
Etapa 4: Dia 24-04-2007 - Sortelha - Monsanto
Tempo total:
Tempo deslo.: 5H18m

Vel. máx.:
Odom. viagem: 72,54km
Desl. média: 13,6km/h
Tempo parado: 2h54m
Acumulado: 1.128m
Elevação máxima: 906m
Partida de Sortelha às 10.30, com pequeno almoço, meio servido por nós e outro pela srª do café Palmeiras. Como não tinha pão, fomos nós buscá-lo à padaria que ficava a uns 20m. Então lá nos serviu o pequeno almoço nuns copos de "sumol". Esta etapa foi caracterizada pela passagem com a barragem de Meimoa numa distância de 16km, lindos. E não tínhamos muito que subir hoje, e ainda bem, para nos reservar-mos para a próxima etapa na serra da Gardunha e Estrela. Esta etapa foi marcada pela beleza e ao mesmo tempo pela diferença, que se distinguiu na passagem pela Beira Baixa com entrada em grandes propriedades, onde tínhamos de abrir cancelas para passar, mais parecia que estávamos no Ribatejo, com muito gado nas pastagens. Tínhamos saído de Sortelha já lá iam 10km e já avistávamos Monsanto ao longe. E com a aldeia mais portuguesa de Portugal, como é conhecida, sempre à vista. Tínhamos muito que rolar até lá chegarmos. Percorremos uns 3km pela EN até ao alto de Monsanto, onde íamos ficar a dormir. Foram autênticos "rompe pernas". Às 17.30h dava-mos por terminada mais uma etapa. Agora era só procurar onde jantar. Coisa que se torna difícil por estas bandas, já que o restaurante da Pousada estava encerrada, véspera de feriado. Indicaram-nos um tasco "restaurante" onde mais uma vez "foram" simpáticos. Encomendamos bacalhau à Monsanto (para nós à Narcisa). Depois fomos dar uma volta ao Castelo, mas coisa linda, mesmo à noite. E ainda o tínhamos que esperar pelo Joaquim Lopes e Portela, que ficaram de vir ter connosco a Monsanto para a partir daqui completarem a GR22 e nos fazerem companhia.
Etapa 5: Dia 25-04-2007 - Monsanto - Castelo Novo
Tempo total:

Tempo deslo.: 5H17m
Vel. máx.:
Odom. viagem: 69,80km
Desl. média: 13,2km/h
Tempo parado: 2h45m
Acumulado: 1.255m
Elevação máxima: 675m
Até agora, foi o melhor sítio onde ficamos para dormir, com muito conforto. Já estávamos a tentar dormir quando o Joaquim e o Portela se chegaram. Preparados para a saída, e com um óptimo pequeno almoço, que ainda deu para levar para o caminho. Tomado o café da ordem, no café Montesino, lá nos despedimos da esposa do J e arrancamos por uma descida que engata na GR12 até Penha Garcia. Aos 5km a primeira dificuldade do dia, a travessia de uma rio. Mas por onde, até que encontramos uma saída. Depois daqui foi só rolar, até Idanha-a-Velha onde paramos para comer uma bucha e apreciar umas ruínas (qual sonho de arqueólogos e historiadores, Idanha-a-Velha uma autêntica aldeia museu).
Etapa 6: Dia 26-04-2007 - Castelo Novo - Piódão

Tempo total: 10h56m
Tempo deslo.:
Vel. máx.:51,10Km/h
Odom. viagem: 79,60km
Desl. média: 7,4km/h
Abortada esta etapa em Covanca.
Alvorada às 6.00h, para tomar o pequeno almoço e às 7.00h estar no "comércio" para fazermos as últimas compras. Neste dia íamos enfrentar com uma etapa duríssima. A nós os três já nos pesavam as pernas de cinco dias com cerca de 400km. Logo à partida experimentados um pequeno atalho junto à A23, para evitar uma passagem por 2 vezes em cima desta A23. Mas já diz o ditado "quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos". É que estas coisas das novas tecnologias (GPS), também tem os seus inconvenientes. Mas depressa entramos no trilho. Estes primeiros kms foram fáceis, até à chegada a Partida. Altura em que iríamos começar num sobe e desce, na passagem pelo primeiro grupo de quatro montanhas, para um total acumulado de 3000m. Com corta-fogos à mistura, e com inclinações de 18% para cima. No segundo grupo de montanhas andámos muito por parques eólicos, uns prontos outros em fase de conclusão. Isto demonstra a que altitudes andamos. Aqui notou-se bastante a falta de marcação, e não fosse o GPS e a coisa estaria feia. Já nestes sítios, apercebe-mo-nos que o fim da tarde seria de tempestade, com muito vento à mistura e provavelmente muita chuva também. A média estava a ser cumprida, como previsto. Quando nos aproximávamos do último grupo de montanhas, a chuva começou a fustigar-nos. Durante 10km a subir, tivemos o céu a cair-nos em cima, com tanta trovoada, relâmpagos e chuva fria acompanhar. Até à primeira aldeia que encontramos, Covanca. E foi uma tabuleta, a dizer café que nos fez parar. Era importante tentar-mos beber alguma coisa bem quente. Aqui já mais seguimos viagem. E foi com a influência quer do Armando quer do sr. Herminio Moura, morador de Covanca e pessoa que nos deu abrigo na sua garagem para nos refugiarmos da chuva e frio. Aqui uns estavam renitentes em seguir e outros não. Mas ainda bem que o Armando insistiu em ficarmos, pois aqui estávamos seguros. É que daqui para a frente e com o temporal que ainda fazia seria muito arriscado chegar a bom porto seguros. Com princípios de hipotermia que alguns já estávamos, só pedíamos para que o café abri-se rápido para tomar-mos algo bem quente. E mais uma vez, no meio disto tudo, o sr. Herminio foi a nossa tábua de salvação que nos arranjou um transporte para nos resgatar até Piodão. Mas a nossa aventura ainda não tinha terminado, pois a partir do momento que chegou a viatura que nos levaria até Piodão e com o sr. Morgado a conduzi-la. Carregadas as bikes ou antes amontoadas, lá partimos para a nossa aventura de 18km finais percorrendo parte da serra de Açor e Cebola. Sendo a pessoa que mais viagens fazia por semana até ao Piodão, pois era ele que fazia o abastecimento de géneros para a Pousada do Inatel, achava que conhecia a estrada de olhos fechados, mesmo com algum nevoeiro à mistura. Estávamos a ver que nunca mais terminava, mas lá chegamos.

Etapa 7: Dia 27-04-2007 - Piódão - Linhares
Tempo total: 9h54m
Max Vel: 54,7km/h
Vel. Med.: 7,8km/h
Odom. Viagem: 77,2Km
Saímos, mais uma vez cedo, para completar a nossa travessia. O jantar da noite anterior tinha sido bem festejado, no único restaurante que existe no Piódão, e que por curioso é do presidente da junta de freguesia, que por sua vez é o mesmo que serve os clientes. Apesar de pequeno mas muito acolhedor, torna-se num ambiente muito familiar.
Enquanto tomávamos os pequeno almoço no café, solicitámos algumas informações sobre o caminho a seguir, e para não termos de subir bastante, lá seguimos as sujestões. Linda esta opção, sempre junto ao riacho que passa em Piódão até Vide. Praticamente sempre a descer.
Enquanto tomávamos os pequeno almoço no café, solicitámos algumas informações sobre o caminho a seguir, e para não termos de subir bastante, lá seguimos as sujestões. Linda esta opção, sempre junto ao riacho que passa em Piódão até Vide. Praticamente sempre a descer.
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quinta-feira, 5 de outubro de 2006
Braga-Santiago Compostela-Finisterre

Dia 5 Outubro 2006
1ª Etapa - Braga - Redondela
Distância: 102,23Km
RideTime: 8h25m
AVG: 12,63km/h
Max. Vel. 49,6Km/h
Os colegas desta aventura, foram como vem sendo hábito, Eu (JoBarrote), o José Portela, Joaquim Lopes, Manuel Gonçalves (vaqueiro), o Artur Castro (mecânico da BikeZone) e o "caloiro" José Carlos Veloso.
E todos nós sentíamo-nos mais seguros, pelo facto de levar-mos connosco um discíplo de Deus, o Zé Carlos.
Saimos cedo (8:30h), ou aliás eles saíram, porque quer eu quer o Manel, saímos de nossas casas em direcção ao CCCPrado, onde o Manel iria abrir o clube (CCCP) para ai colocarmos o 2º carimbo e tomar o pequeno almoço. O CCCP, é um clube que fica junto da capela de S.Tiago na rota do Caminho Português para Santiago de Compostela.
Já chegamos a Redondela perto das 20:00h locais, e já com o albergue quase cheio. Nesta etapa tivemos a meteorologia a nosso favor. O mesmo já não se previa para o dia seguinte. Tratamos de nos registar no albergue e acomodar para tomar o duche da ordem e irmos jantar que já se fazia tarde, isto porque a fome apertava.
E todos nós sentíamo-nos mais seguros, pelo facto de levar-mos connosco um discíplo de Deus, o Zé Carlos.
Saimos cedo (8:30h), ou aliás eles saíram, porque quer eu quer o Manel, saímos de nossas casas em direcção ao CCCPrado, onde o Manel iria abrir o clube (CCCP) para ai colocarmos o 2º carimbo e tomar o pequeno almoço. O CCCP, é um clube que fica junto da capela de S.Tiago na rota do Caminho Português para Santiago de Compostela.
Já chegamos a Redondela perto das 20:00h locais, e já com o albergue quase cheio. Nesta etapa tivemos a meteorologia a nosso favor. O mesmo já não se previa para o dia seguinte. Tratamos de nos registar no albergue e acomodar para tomar o duche da ordem e irmos jantar que já se fazia tarde, isto porque a fome apertava.
Dia 6 de Outubro
2ª Etapa - Redondela - Santiago Compostela
Distância: 81,16Km
RideTime: 7h13m
Avg: 11,54km/h
Max Vel: 37,1Km/h
Neste dia as previsões não falharam, iríamos ter chuva. Antes de partirmos, fomos tomar um pequeno almoço reforçado e bem quente. Esta etapa seria mais de rolar, mas com a chuva que não nos deixava . Nem apetecia parar para não sentirmos muito o mau estar de estar-mos molhados. Ninguém falava, todos de rosto cabisbaixo, e ansiosos que a etapa terminasse. Mas mesmo assim, ainda deu para parar e colher umas uvas para comer. Por volta das 17h chegamos a Santiago,
onde fomos logo procurar pela chave para nos tratarmos de mudar, de encharcados que estávamos. O Zé Carlos arranjou-nos onde ficar, no Projecto Homem, mesmo no centro de Santiago. Tratamos de nos instalar, tomar banho e sair para jantar. Hoje comemorava-se o meu aniversário (45º). Depois de uma etapa dura com a chuva, o jantar seria bem pior, muito regado até aos pés e bem animado. Pena que continuasse a chover, mas ainda deu para dar uma pequena volta e apreciar a noite em Santiago e arejar-mos um pouco.
onde fomos logo procurar pela chave para nos tratarmos de mudar, de encharcados que estávamos. O Zé Carlos arranjou-nos onde ficar, no Projecto Homem, mesmo no centro de Santiago. Tratamos de nos instalar, tomar banho e sair para jantar. Hoje comemorava-se o meu aniversário (45º). Depois de uma etapa dura com a chuva, o jantar seria bem pior, muito regado até aos pés e bem animado. Pena que continuasse a chover, mas ainda deu para dar uma pequena volta e apreciar a noite em Santiago e arejar-mos um pouco. Dia 7 de Outubro
3ª Etapa - Santiago Compostela - Finisterre
Distância: 88,42Km
Avg: 12,11Km/h
Max Vel.: 49Km/h
VER AQUI AS FOTOS:
http://picasaweb.google.com/jorgebarrote/BragaFinisterre#
Depois de uma noite atribulada, em que dois de nós fomos fazer uma visita ao WC patrocinada pelo "Gregório". Estávamos indecisos e alguns um pouco mal dispostos da noite mal passada. Agora a questão era saber se fazíamos tudo numa etapa só ou em duas. Bem logo se vê, com o rolar da etapa. Muito dura esta aos 12km, em Castineiro do Lobo, com uma subida que mais parecia ao céu, e,mas ao mesmo tempo muito bonita (cf: foto junta). Ponte gótica de três arcos, construída nos finais do sec. XIV, em Pontemaceira. A partir daqui íamos deparar-nos com um paisagem um pouco "negra" devido aos imensos incêndios que tinham ocorrido no mês de Setembro, aliás muito noticiados em Portugal.
Chegámos a Oliveiroa e fomos procurar o albergue, e decidir se se ficavamos ou não, e como ainda eram 17h, apostamos em como ainda chegaríamos a Finisterre à luz do dia. E assim seria, se não houvesse um precauço, já a 15km de Finisterre quando parámos para apareciar no alto do Cruzeiro de Armada (247m), considerado como autêntico monte do gozo desta etapa, onde daqui avistavamos em toda a sua plenitude o Cabo Finisterra, recortado no oceâno, quando aconteceu uma queda por parte do Zé Carlos. Esta não parecia grave. Lá se recompôs e continuamos, mas ele não estava nada bem, então decidi ir eu mais à frente e pela estrada para chegar o mais rápido possível ao albergue e tentar reservar as entradas. E assim foi, consegui chegar já noite, mas consegui arranjar a ficarmos no albergue, a dormir fora das camaratas e todos juntos com os colchões espalhados pela entrada. Passados 30min chegaram eles. O estado do Zé Carlos não era bom, pelo que a menina do albergue foi duma simpatia que se prontificou-se a levá-lo, no seu automóvel ao hospital, que ficava a 15km em Corcubión, enquanto nós nos instalávamos e tomávamos banho. Passada uma hora chegou ele com a perna meia ligada, e então o diagnóstico, foi um pau que ele tinha espetado na perna, e da qual não se apercebeu o que lhe causou mais mazelas. Lá fomos jantar, num dos muitos restaurante na baía de Finisterra e aqui também já na companhia da família do Joaquim.
Deixámos os últimos 3km do fim do caminho para o dia seguinte. Pena foi que o Zé Carlos não os tenha feito. E aqui cumprimos a tradição deixar uma peça de roupa ou mesmo queimar.
Ficou a promessa de voltarmos

Chegámos a Oliveiroa e fomos procurar o albergue, e decidir se se ficavamos ou não, e como ainda eram 17h, apostamos em como ainda chegaríamos a Finisterre à luz do dia. E assim seria, se não houvesse um precauço, já a 15km de Finisterre quando parámos para apareciar no alto do Cruzeiro de Armada (247m), considerado como autêntico monte do gozo desta etapa, onde daqui avistavamos em toda a sua plenitude o Cabo Finisterra, recortado no oceâno, quando aconteceu uma queda por parte do Zé Carlos. Esta não parecia grave. Lá se recompôs e continuamos, mas ele não estava nada bem, então decidi ir eu mais à frente e pela estrada para chegar o mais rápido possível ao albergue e tentar reservar as entradas. E assim foi, consegui chegar já noite, mas consegui arranjar a ficarmos no albergue, a dormir fora das camaratas e todos juntos com os colchões espalhados pela entrada. Passados 30min chegaram eles. O estado do Zé Carlos não era bom, pelo que a menina do albergue foi duma simpatia que se prontificou-se a levá-lo, no seu automóvel ao hospital, que ficava a 15km em Corcubión, enquanto nós nos instalávamos e tomávamos banho. Passada uma hora chegou ele com a perna meia ligada, e então o diagnóstico, foi um pau que ele tinha espetado na perna, e da qual não se apercebeu o que lhe causou mais mazelas. Lá fomos jantar, num dos muitos restaurante na baía de Finisterra e aqui também já na companhia da família do Joaquim.
Deixámos os últimos 3km do fim do caminho para o dia seguinte. Pena foi que o Zé Carlos não os tenha feito. E aqui cumprimos a tradição deixar uma peça de roupa ou mesmo queimar.
Ficou a promessa de voltarmos

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